SAMBA CHULA DE SÃO BRAZ
Santo Amaro
(75) 32412557 / (75) 32411074

São Braz é uma pequena vila de pescadores, marisqueiras e trabalhadores rurais que pertence ao município de Santo Amaro no Recôncavo baiano. Muitos visitantes que se perdem nesse lugarzinho na beira do mangue da Baia de Todos os Santos ficam surpresos com a quantidade de homens negros que tem o cabelo "dread” à maneira dos rastafari, escutando o Roots Reggae como na Jamaica. Ficam ainda mais surpresos quando descobrem que o primeiro "Rasta” de São Braz, Fernando de Santana (cabelo rasta por 28 anos), é o coordenador de um dos melhores grupos de samba de roda de todo Recôncavo: o grupo Samba Chula de São Braz! No Restaurante "Nando´s Mariscos” encontramos fotos de Nando e do grupo Samba Chula de São Braz com muita gente ilustre da cultura brasileira: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Roberto Mendes, Regina Case, Antonio Nóbrega, entre outros. Longe de representarem um mero adereço, estas fotos testemunham o histórico colorido de um dos poucos grupos da tradição oral de matriz africana já percorreram muitos palcos do Brasil, em shows ao lado de grandes de artistas brasileiros, e festivais consagrados como o PercPan, o Mercado Cultural, e o circuito dos SESCs em São Paulo, dentre outros.

O Samba de Roda do Recôncavo é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Imaterial da Humanidade. O grupo Samba Chula de São Braz foi um dos grupos pesquisados, inventariados e registrados em foto, áudio e vídeo, constando sua participação no cd – áudio e no dossiê do samba de roda, ambos lançados pelo Iphan nos anos subseqüentes. No entanto, não foi o inventário do Iphan que "descobriu” as características singulares deste grupo deste grupo que preserva as tradições do samba chula. Os cantadores de chula João do Boi e seu irmão Alumínio marcam o estilo do grupo, que tem um repertório imenso de chulas que cantam o samba, a viola e a mulher bonita em primeiro lugar. Mas, também retratam a vida do trabalho da roça e do mar, as vezes com uma conotação de sofrimento, memória talvez do tempo da escravidão. Um contraste para a luta do dia-a-dia são as chulas lúdicas e eróticas, que contam piadas e conselhos irônicos em pequenas parábolas ironizando situações sensuais e tragicômicas da vida, e que encontram resposta na estrofe seguinte, o relativo, como neste que João do Boi canta: "quando eu dou minha minha risada, ha ha...

 

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