Apresentação

Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia - ASSEBA


 

A Associação de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia – ASSEBA - surgiu em 17 de abril de 2005, a partir do movimento deflagrado pelos grupos de Samba de Roda do Recôncavo Baiano. O movimento começou estimulado por uma série de pesquisas realizadas pelo Instituto do Patrimônio Historio Artístico Nacional – IPHAN, para constituição do dossiê sobre o Samba de Roda.

Após o IPHAN registra-lo como Patrimônio Cultural Brasileiro, em outubro de 2004, foram criadas as condições para o reconhecimento do Samba de Roda do Recôncavo Baiano, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, como Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, em novembro de 2005.

A existência da ASSEBA e a adoção de uma sistemática de criação e formatação de projetos culturais para inscrições em editais, trouxe uma força crucial para o movimento. O objetivo central é contribuir para o processo de preservação, valorização e revitalização de todas as formas e tradições do Samba de Roda; considerando o fortalecimento, a consolidação e a autonomia profissional dos participantes da Associação como aspecto estruturante de todo o processo.

Isso se concretiza de maneira definitiva quando a Associação é contemplada pelo programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, como um Pontão de Cultura e estrutura a Casa do Samba, instalada no município de Santo Amaro/BA. A Casa é um Centro de Referência, apoio, estudo e difusão do Samba de Roda da Bahia, além de ser a sede da ASSEBA, local em que são realizadas as assembleias entre os grupos de samba e os representantes da Associação.

A inauguração da Casa do Samba e o início das atividades do Pontão de Cultura representam a abertura de um novo espaço de atuação dos sambadores e sambadeiras e do reconhecimento dessa expressão como patrimônio da humanidade.

Na Casa do Samba são desenvolvidas atividades contemplando projetos de pesquisa, extensão e produção cultural; formação, capacitação e treinamento dos sambadores e sambadeiras; cursos e oficinas nas áreas de gestão, produção cultural, elaboração de projetos, captação de recursos, marketing, comunicação, pedagogia, artes cênicas e musicais, dentre outros.

Em 2013, a entidade foi condecorada com a Ordem de Mérito Cultural pelo Ministério da Cultura. No ano de 2011 deu-se início a implantação da Rede do Samba, com extensão da Asseba em 14 municípios das regiões do Recôncavo, Portal do Sertão e Metropolitana de Salvador.

Aproximadamente 5 mil pessoas, em diversas cidades e regiões da Bahia, estão ligadas ao trabalho de salvaguarda quem vem sendo executado em torno da 04 linhas de ações que compõem o dossiê do Samba de Roda. Os sambadores e suas lideranças originam de diversos lugares baianos, dentre eles estão Amélia Rodrigues, Antônio Cardoso, Cachoeira (Sede e distrito de Santiago do Iguape), Camaçari, Conceição do Almeida, Conceição do Jacuípe, Cruz das Almas, Feria de Santana, Ilha de Itaparica, Irará (sede e distritos de Pedrão e Água Fria), Maracangalha, Maragogipe (sede e distrito de Coqueiro), Matarandiba, Muritiba, Santo Amaro (Sede e distritos de Acupe e São Braz), São Felix, São Francisco do Conde, Salvador, São Sebastião do Passé, Saubara (sede e distrito de Bom Jesus dos Pobres), Simões Filho, Teodoro Sampaio, Terra Nova e Vera Cruz.

Atualmente a entidade conta com aproximadamente 120 grupos associados de diversas regiões do estado da Bahia.


 

 


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