Associação dos Sambadores comemora 10 anos de Registro, História e Salvaguarda
Publicada em 09-04-2015

Contato: asseba@gmail.com


Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia inicia as comemorações sobre seus dez anos de constituição.

O evento acontece durante os dias 17, 18 e 19 de abril e conta com a participação de sambadores, mestres e apoiadores do Samba de Roda.


10 ANOS DE REGISTRO, HISTÓRIA E SALVAGUARDA

A temática da comemoração dos 10 de constituição da Asseba e do registro como Patrimônio Imaterial do Brasil e Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, vem sendo pauta de reuniões e assembleias com os sambadores.

A constituição da Asseba marca a formalização e organização de uma entidade representativa dos indivíduos e grupos produtores das expressões do Samba de Roda. Neste contexto expressões referem-se aos cantos, danças, toques, rezas, confecções de indumentárias, instrumentos, além de outros elementos do cotidiano dos sambadores.

Para complementação do Plano Integrado de Salvaguarda do Samba de Roda e organização da Associação, houveram assembleias em diversas cidades com a participação de sambadores, do IPHAN- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e de instituições parceiras. A partir das assembleias, sambadores participaram ativamente da elaboração do dossiê de registro, dando informações, formulando propostas e promovendo performances de Samba de Roda para gravação em áudio e vídeo. Com a ampliação desta participação foi possível aprofundar com a implementação do Plano.

Neste período de organização, a Asseba passou por quatro gestões e atualmente conta com um quadro de 110 grupos associados originários das localidades de

Amélia Rodrigues, Antônio Cardoso e distrito de Poço, Cachoeira e distrito de Santiago do Iguape, Camaçari, Conceição do Almeida, Conceição do Jacuípe, Cruz das Almas, Feira de Santana, Ilha de Vera Cruz, Irará e distritos de Ouriçangas e Pedrão, Itaparica, Mar Grande, Maracangalha, Maragogipe, Maragojipe e distrito de Coqueiros, Matarandiba, Muritiba, Pirajuía, Salvador, Santo Amaro e distritos de Acupe e São Brás, São Félix, São Gonçalo dos Campos, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Saubara e Bom Jesus dos Pobres, Simões Filho, Teodoro Sampaio, Terra Nova e Vera Cruz.

Dos resultados auferidos neste decênio, é possível destacar:

1. Engajamento político e cidadão dos sambadores e articuladores em políticas como Conselhos Municipais de Cultura, da Criança e do Adolescente e dos Quilombolas. Além de representações em Conferências e participações em comissões de seleção de projetos culturais.

2. Constituição da Rede do Samba nas regiões do Recôncavo, Metropolitana de Salvador e Portal do Sertão, com as seguintes unidades:

2.1.Casa do Samba Dona Cadú de Maragogipe

2.2.Casa do Samba Dona Chica do Pandeiro de Feira de Santana

2.3.Casa do Samba Dona Dalva Damiana de Cachoeira

2.4.Casa do Samba Dona Maria Alvina de Simões Filho

2.5.Casa do Samba Dona Vanjú de São Félix

2.6.Casa do Samba Doutor Deraldo Portela de Irará

2.7.Casa do Samba Mestre Celino de Terra Nova

2.8.Casa do Samba Mestre Domingos Saul de Conceição do Jacuípe

2.9.Casa do Samba Mestre Pedro Joaquim de Teodoro Sampaio

2.10. Casa do Samba Mestre Raimundo de São Sebastião do Passé

2.11. Casa do Samba Sambadeira Frazinha de Saubara

2.12. Casa do Samba Santa Cruz de Salvador

2.13. Casa do Samba Terreiro das Umburanas do Distrito do Poço de Antonio Cardoso

2.14. Casa do Samba Zé de Lelinha de São Francisco do Conde

3. Parcerias com instituições do primeiro, segundo e terceiro setor.

4. Criação de associações municipais de sambadores, neste caso é possível citar a Associação dos Sambadores e Sambadeiras de Maragojipe/Assama em 2013.

5. Constituição de Leis Municipais retratando a data de 25 de novembro como o Dia do Samba de Roda.

6. Aprovação a participação em projetos em mecanismos de apoio via seleção pública, dentre eles Fundo de Cultura da Bahia, Calendário das Artes, Fundação Nacional de Artes (Funarte), Programa Nacional de Patrimônio Imaterial (PNPI/IPHAN), Petrobrás e Instituto Brasileiro de Museus.

7. Aumento no número de pesquisa acadêmicas tendo objeto de estudo o Samba de Roda nas áreas de Música, História, Museologia, Etnomusicologia, Turismo, Gestão Pública, Cinema e Audiovisual, além de outras.

8. Crescimento no número de apresentações na Bahia e fora do estado, a exemplo da participação do Samba Chula Filhos da Pitangueira em 17 unidades do SESC em 2006.

9. Constituição de novos sambadores e grupos de Sambas Mirins. Samba Mirim de Acupe, Samba Mirim Vovó Sinhá e Samba Mirim Geração do Iguape.

10. Encontros de Mestres Sambadores e Sambas de Roda, Intercâmbios com Patrimônios da Humanidade Samba de Roda e Maloya da Ile da Réunion, Seminários e outros métodos de integração entre os sambadores;

 11. Realização de oficinas de Samba de Roda - Percussão, Viola, violão, Artesanato, Flauta, Contação de História, Sambadeira Mirim, Cheganças Mirim e Feminina, Percussão e confecção de instrumentos.

 12. Produção de CD’s –

 a. Samba de Roda – Patrimônio da Humanidade pelo IPHAN;

b. I e II Coletânea de CD's Casa do Samba

c. Sambadores e Sambadeiras da Bahia. Realizado pela ASSEBA com patrocínio da Petrobrás.

 13. Catálogo Sambadores e Sambadeiras da Bahia

No momento, a ASSEBA está integrada com o processo de revalidação do registro do Samba de Roda do Recôncavo. Durante o período de outubro de 2014 a janeiro de 2015, houveram Assembleias Itinerantes tendo como pauta a revalidação, nas cidades de Maragojipe, São Francisco do Conde, Cruz das Almas, Conceição do Jacuípe e Vera Cruz.

A expectativa da Associação dos Sambadores está voltada para a formação e capacitação de sambadores para atuação ampliada em políticas de fomento do Samba de Roda.







Fonte: Comunicação - Asseba
créditos - login