ASSEBA - 10 ANOS
Publicada em 17-04-2015

A ASSEBA - 10 ANOS DE REGISTRO, HISTÓRIA E MEMÓRIA

A Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia completa 10 anos de formalização. Uma conquista de homens que mulheres que viveram e vivem para as tradições do Samba de Roda. 

A constituição da Associação dos Sambadores e Sambadeiras, inicia a partir da necessidade de uma entidade representativa aos sambadores. Estes buscavam para a manifestação elementos de fortalecimento e resgate de memórias. Com reuniões itinerantes, pessoas da sociedade civil através da parceria estabelecida com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, através do Departamento de Patrimônio Imaterial - DPI, percorriam várias cidades discutindo o futuro do Samba de Roda, dentre elas Cachoeira, Salvador, Santiago do Iguape, Santo Amaro, São Félix, São Francisco do Conde, Saubara e Terra Nova. Neste período emerge a necessidade de ter uma associação. Em 17 de abril de 2005, a ASSEBA é constituída no município de Saubara, com a presença de sambadores, pesquisadores e apoiadores. Na nova equipe estão presentes Rosildo Rosário - Coordenador Geral, Mário dos Santos - Coordenador Administrativo, Dijalma Gomes - Coordenação Financeira, Edivaldo José Ferreira - Coordenação de Comunicação Social e Antonio Ribeiro Conceição, também conhecido como Bule Bule na Coordenação de Pesquisas, Cursos e Eventos.

A Asseba visa a defesa do samba enquanto manifestação sócio-civilizatória afro-brasileira, através da produção de conhecimentos, serviços e ações voltadas para a promoção e afirmação do samba e dos sambadores e sambadeiras visando contribuir para a construção de uma sociedade multicultural, pluralista, justa e solidária.

Os sambadores, em especial os mestres, são os principais responsáveis pela existência e cumprimento de ações da salvaguarda do Samba de Roda nas mais variadas instâncias participativas.

Ainda há um grande percurso para se conquistar e fortalecer a autonomia de sambadores. O processo contempla a formação e inclusão de sambadores como gestores, o que vem ser um desafio e descoberta de novos potenciais.

 

O Samba de Roda

O Samba de Roda do Recôncavo foi inscrito no Livro das Formas de Expressão e reconhecido pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil em outubro de 2004. Seu pedido de registro e reconhecimento foi apresentado em agosto de 2014 pela Associação Cultural do Samba de Roda Dalva Damiana de Freitas (Cachoeira), Associação de Pesquisa em Cultura Popular e Música Tradicional do Recôncavo (Cachoeira) e Associação Cultural Filhos de Nagô (São Félix).

Em 2005, o Ministério da Cultura através do IPHAN inscreve o Samba de Roda como candidato a Proclamação ao título de Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade. Título então, condecorado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, em 25 de novembro de 2005.

Em 2011, inicia o processo de implementação da Rede do Samba nas regiões do Recôncavo, Metropolitana de Salvador e Portal do Sertão, nas seguintes cidades:

2.1.Casa do Samba Dona Cadú de Maragogipe

2.2.Casa do Samba Dona Chica do Pandeiro de Feira de Santana

2.3.Casa do Samba Dona Dalva Damiana de Cachoeira

2.4.Casa do Samba Dona Maria Alvina de Simões Filho

2.5.Casa do Samba Dona Vanjú de São Félix

2.6.Casa do Samba Doutor Deraldo Portela de Irará

2.7.Casa do Samba Mestre Celino de Terra Nova

2.8.Casa do Samba Mestre Domingos Saul de Conceição do Jacuípe

2.9.Casa do Samba Mestre Pedro Joaquim de Teodoro Sampaio

2.10. Casa do Samba Mestre Raimundo de São Sebastião do Passé

2.11. Casa do Samba Sambadeira Frazinha de Saubara

2.12. Casa do Samba Santa Cruz de Salvador

2.13. Casa do Samba Terreiro das Umburanas do Distrito do Poço de Antonio Cardoso

2.14. Casa do Samba Zé de Lelinha de São Francisco do Conde


Publicações do Samba de Roda.

Dossiê Samba de Roda

CD Samba de Roda Patrimônio da Humanidade

Samba de Roda - Patrimônio da Humanidade. Artigo elaborado pelo professor da Universidade Federal de Pernambuco Carlos Sandroni

Vídeo Samba de Roda 


Fonte: Comunicação - Asseba
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