Semana da Consciência Negra na Casa do Samba
Publicada em 25-11-2010

De 20 a 27 de novembro, a ASSEBA promove oficinas, seminários, shows e exposições com visitas guiadas. Toda a programação acontece na sede da Associação, a Casa do Samba, em Santo Amaro, Bahia. Ampla e intensa, a agenda da semana pretende criar um ambiente favorável à reflexão crítica sobre o que se tem feito a respeito do samba de roda e da cultura popular como um todo, bem como celebrar os resultados positivos que se tem alcançado nos últimos anos.

Essa programação mostra, na prática como a Associação está trabalhando para a revalorização e ressignificação do samba de roda, com a mobilização sambadores e sambadeiras e também de pesquisadores, representantes institucionais, estudantes e interessados em geral.

Ainda dá tempo participar! Aqui, alguns momentos do que já aconteceu nesses dias de festa e de muita conversa séria. Logo ABAIXO programação completa dos próximos dias!

Dona Maria Bernadete Pacífico Moreira, Sambadeira do Grupo de Samba Raízes da Pitanga, ficou responsável por puxar a conversa entre as sambadeiras dos grupos: Raízes do Samba de Tóquio, Samba Raízes de Acupe, Samba Recôncavo, Samba Raízes de Gameleira, Samba Nativo de Itaparica, Barquinha de Bom Jesus,Samba Penchabeira da Matinha, Samba Rapariga de Saubara,Samba Pitanga de Palmares, Raízes de Pitanga, Esmola Cantada de Cachoeira, Grupo de Vera Cruz, Colégio Doutor Araújo Pinho e outros presentes.

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Conversaram sobre figurinos, a importância da saia rodada para o Samba ficar bonito. E, a liberdade de cada um se vestir de um jeito, mas passando a mesma imagem do samba.

A maioria delas nasceu e se criou dentro do samba. Estar na roda de samba é pura realização e felicidade. Quem não nasceu em "berço sambando”, brigou por isso: "quando era pequena, tomava surra pois seu pai não a deixava ir para as rodas de samba. Hoje eu sou muito feliz pois ser uma sambadeira, diz Dona Jozelita Moreira.

E Dona Maria Cândida, 77 anos, sentencia: só saio do samba por ato de morte!

Na manhã dos violeiros não foram somente os acordes de viola que preencheram as cabeças e corações dos presentes. Muitas histórias de vida ficaram guardadas na memória. Para esses sambadores, o samba e a viola se confundem com as suas próprias vidas.

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Um Sambão Amarrado e depois um Samba Corrido marcaram a despedida dos violeiros dos grupos: Filhos de São Francisco (São Francisco do Conde), Raízes de Acupe, Filhos da Barragem (Cachoeira), Samba recordar (Maragogipe), Som pra Samba (Santo Amaro), Amigos do Samba (S.F. do Conde), Raízes de Angola (Saubara), Samba Chula União Teodorence (Teodoro Sampaio), Samba Mirim Raízes de Acupe, Samba Filhos dos Coqueiros. Todos eles fizeram mini-apresentações e trocaram experiências.

Ainda dá tempo participar! CLIQUE AQUI para ver a programação completa dos próximos dias!
Fonte: ASSEBA
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