Equipe do Jongo visita Pontão do Samba em Santo Amaro
Publicada em 17-08-2011

"O Samba de Roda tem uma proteção... Surge um problema e de repente a solução se faz presente...”

Na roda de conversa, trocaram informações sobre a história das duas organizações, desafios da sustentabilidade, a Rede do Samba do Recôncavo da Bahia e as Casas do Samba. Mas, foi na roda de samba que descobriram as verdadeiras diferenças e proximidades entre o Samba de Roda e o Jongo.

Na Roda de Conversa

O Grupo do Jongo demonstrou interesse pela história da Asseba, os desafios da sustentabilidade e pela Rede do Samba de Roda da Bahia, formada, inicialmente, pelas Casas do Samba que estão sendo inauguradas em Cachoeira, São Felix, Maragojipe, Saubara, São Francisco do Conde, Salvador, Conceição do Jacuípe, Terra Nova, Simões Filho, Teodoro Sampaio, Irará, Feira de Santana, Antonio Cardoso e São Sebastião do Passé.

O Grupo da Asseba se encantou com uma parte da história do registro do samba como patrimônio imaterial que não conheciam. "A idéia inicial seria o registro a partir do samba do Rio de Janeiro, pesquisado por Sandroni. Mas ele não conhecia e não tinha os fundamentos então Gilberto Gil, Ministro da Cultura, na época mandou-o fazer pelo Samba de Roda do Recôncavo Baiano, daí então o Sandroni se deslocou para Saubara e encontrou-se com Rosildo começando ali o início do sucesso do registro em 2005”, contou Elaine (Coordenadora do Pontão de Cultura Jongo).

Elaine disse também como foi estruturado o Pontão do Jongo, com existência em quatro estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Foi solicitado um inventário e todos assinaram. "Hoje o Brasil é uma referência na América Latina por causa dos Pontões do Samba de Roda e do Jongo”, disse, ao propor o fortalecimento dos laços entre o Samba de Roda e o Jongo.

Na Roda de Samba

Visitaram também as cidades vizinhas. No Acupe foram recepcionados pelo grupo Samba Mirim Raízes de Acupe. Viram também as manifestações culturais bombacho, mandu e caretas. Os jongueiros sambaram e também colocaram todos os presentes para dançar o jongo.

Do Acupe, foram até Saubara, onde onde conheceram os mestres D. Anna, D. Jelita e João na Casa do Samba Sambadeira Frazinha. Dessa vez, a recepção começou com o samba mirim, que fez a roda para os mestres dançarem.\n \n Os jongueiros trocaram experiências com os mestres, conheceram um pouco mais sobre a Chegança e outras manifestações locais e .... "caíram no samba”. Os jongueiros também fizeram uma demonstração da sua dança para os saubarenses e não teve quem não jongasse e sambasse.\n \n "Estamos encantados, obrigada por esta oportunidade... Não imaginava que tudo seria tão grandioso e que fôssemos aprender tanto. Parabenizamos o trabalho excepcional realizado pelo samba de roda... É magnífico", disse emocionada Alessandra, do jongo de Campinas-SP.\n \n Agenda Cultural

A Asseba anunciou rapidamente a intensa programação prevista até dezembro. Vão ser mescladas atividades de reflexão e festa. A culminância é o dia 25 de Novembro, quando se comemora a declaração do Samba de Roda do Recôncavo como Patrimônio da Humanidade.

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Texto: Scheilla Gumes

Fonte: ascom/asseba
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