O povo do samba de S.F. do Conde homenageia Zé de Lelinha, virtuose da viola machete
Publicada em 25-08-2011

A comunidade de São Francisco do Conde inaugurou no dia 04 de agosto, a Casa de Samba Zé de Lelinha, sediada na Associação Cultural José Vitório dos Reis. A missão da Casa é salvaguardar o Samba de Roda, especificamente o Samba Chula.

Por carregar o nome, a história e a memória de um dos maiores violeiros de Samba Chula do Recôncavo, Zé de Lelinha, o mestre virtuose da Viola Machete, a Associação tem o compromisso de preservar o "saber tocar” a viola de origem portuguesa.

Os diretores da Associação Zé de Lelinha, dentre eles Jane e Milton Primo, grupos de samba, mestres, como Seo Zeca Afonso, Mãe Áurea do Lindroamor, D. Adélia, irmã do saudoso Zé de Lelinha e do lutier S. Antonio, receberam para a festa os coordenadores da Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia (ASSEBA), representantes do Ministério da Cultura, e a secretária de Cultura do município, Ana Cristina.

Marta Porto (SCDC/MinC) comentou sobre a importância dos patrimônios Samba de Roda e da viola enquanto um bem de toda criança, bem como a importância da coletividade para que o trabalho seja consolidado e que o Estado deve dar condições necessárias para sustentar os patrimônios.

Durante seu pronunciamento, a Secretária de Cultura Ana Cristina, destacou o compromisso da Secretaria em firmar convênio entre a Prefeitura Municipal e a Associação Zé de Lelinha, como forma de colaborar com a manutenção da programação cultural da "Casa”.

Após as falas, a secretária e a representante do MinC visitaram o espaço e assistiram a apresentação do grupo tradicional Samba Chula Filhos da Pitangueira.

O nome da Casa homenageia o mestre Zé de Lelinha, virtuose da viola machete. Está sediada na Associação Cultural José Vitório dos Reis - Zé de Lelinha ( Rua Manoel Ezequiel do Amaral, 71, São Francisco do Conde, Bahia). Fundada em 21 de março de 2009, a Associação Cultural José Vitório dos Reis está consciente da sua missão de salvaguardar o Samba de Roda, especificamente o Samba Chula. Por carregar o nome, a história e a memória de um dos maiores violeiros de samba chula do Recôncavo, a associação tem o compromisso de preservar o "saber tocar” a viola de origem portuguesa.

A Casa do Samba Ze de Lelinha mantém um calendário permanente de atividades culturais, aberto aos moradores da comunidade da Pitangueira e da cidade de São Francisco do Conde. São cursos gratuitos de violão, samba de roda, canto de chula e percussão. Além disso, mantém o Memorial de Zé de Lelinha à disposição de estudantes, pesquisadores, sambadores, professores e demais interessados.

Rede do Samba

As Casas de Samba compõem a Rede do Samba de Roda da Bahia e estão sendo criadas ou fortalecidas em 14 cidades do Recôncavo Baiano.

O fortalecimento da Rede do Samba de Roda da Bahia tornou-se possível através do Projeto Pontão do Samba, coordenado pela Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia (ASSEBA), como parte do plano de salvaguarda do samba de roda. O projeto, conta com as parcerias do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e da SCDC – Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (Programa Cultura Viva/Ministério da Cultura).

A ASSEBA surgiu em 17 de abril de 2005, a partir do movimento deflagrado pelos grupos de samba de roda do Recôncavo Baiano. O movimento começou, estimulado por uma série de pesquisas realizadas pelo Instituto do Patrimônio Historio Artístico Nacional – IPHAN, para constituição do dossiê sobre o samba de roda. Sua sede é a Casa do Samba de Santo Amaro, um espaço cultural instalado no Solar Subaé, antiga mansão do Século 19, que foi totalmente restaurada, em Santo Amaro/BA.

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Texto: Scheilla Gumes (DRT-BA 2204)\n Fotos: Arquivo/Asseba

Fonte: ascom/asseba
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